terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ola bom dia.

Se você costuma vir a este blog, e presta um pouco de atenção nele, deve ter notado que já há algum tempo não posto mais textos nele.


Talvez por não sentir inspiração para escrever ou por estar muito atarefado nesta fase trabalho da minha vida, bem pode ser afinal estou trabalhando muito e minha inspiração vem daquilo que meus amigos dizem.

Porem acredito que o principal motivo não seja isso, mas sim ter em meus pensamentos já há alguns dias o fato de que estou velho, que minhas idéias são ultrapassadas e prego contra o vento.

A cada dia que converso com as pessoas ouço coisas como “não gosto de discutir política, nem religião, nem economia, tão pouco opções pessoais”, me pergunto o que devo comentar? Talvez comentar a eliminação do Dinei da fazenda, ou comentar que acho a cor cinza mais fria que a azul. Ou discutir fatos como que nos dias frios fico mais triste que nos dias de calor, ou por fim, dissertar sobre a real importância de eliminar feijão da minha alimentação, pois ele ajuda a aumenta meu acido úrico. Bem pode ser que estas sejam discussões boas e me empenhando nelas tivesse mais ouvintes e fizesse melhores “amigos”.

Porem gosto de discutir política, não por achar que é algo inteligente ou por acreditar que discutir política em trabalho formiguinha vá salvar o mundo de uma hora para a outra, mas por acreditar que só morrem pessoas nas filas dos hospitais públicos sem atendimento, ou que ter certeza que a maior parte das pessoas que após lerem um texto não tenha entendido o que estava escrito lá é por culpa da política, ou melhor dos homens que fazem a política e a politicagem.

Não gosto de discutir religião apenas pelas cadeias ideológicas que se encontra nas discussões, mas sim para tentar entender, ou ver se consigo ajudar ao meu modo, alguém que doa o dinheiro de comprar a comida e o remédio dos filhos para a igreja a titulo de dizimo e depois abarrota os hospitais públicos a espera de um milagre ou da morte certa, e que para comer tem que recorrer a um programa de bolsa qualquer.

Gosto de discutir economia por acreditar que não se pode construir um grande país com bolhas de capital, e entender que um povo endividado que não consegue pagar as suas dividas ou que por não saber o mal que tais dividas fazem em vidas sequer se dão conta que tem que pagar, limitando-se a contrair novas dividas e esperar que caia do céu uma solução para o problema que sequer se atentam que existe.

Talvez discutir gostos pessoais de fato não seja algo tão necessário, assim como não é necessário acreditar que gays são pessoas que devem ser endeusados única e simplesmente pelo fato de serem gays, ou ainda não devo discutir gosto pessoal mesmo sabendo que por um gosto pessoal pela bebida ou pelas drogas milhares de pessoas morrem todos os dias.

É pode ser sim que eu esteja enojado de discutir “política, religião, economia, comportamentos”, posso estar velho e sofrendo de uma crise dos 30 anos que acredito não foram bons pra mim. Porem não quero mudar, deixei de postar textos por acreditar que eles não estavam tendo efeito, por pensar que eram frases soltas no meio de pensamentos dispersos.

Porem acredito em cada texto que aqui escrevi, acredito sim que a lei da copa é um absurdo por criar feriado em dias de jogos, bem como acredito que só na cabeça de um louco pode entrar a idéia de se criar um novo imposto para a saúde enquanto o dinheiro que hoje é investido na saúde por falta de gestão escoa pelo ladrão (que no caso é um ralo) diretamente para as contas de alguns ladrões mascarados na qualidade de políticos.

Sei que alguém que não gosta de discutir política jamais vai entender o que vou dizer agora, mas aquele que não discute política tem em suas mãos um pouco do sangue de cada menino que é morto pela policia por não ter tido oportunidade de estudar, um pouco de cada morte de gestante que acontece no sertão ou no Rio de Janeiro por falta de medico, e tem em seu bolso um pouco do dinheiro que é desviado pelos políticos, pois tais fatos só acontecem pelo fato de pessoas comuns assim como eu e você amigo leitor não gostarmos de discutir política, deixando que bandidos discutam o futuro dos meus e dos seus filhos (um dia ainda pretendo ter alguns).

Se você pesa que por morar em condomínio de luxo, estudar em boa escola, ter plano de saúde você não precisa discutir política, lembre-se que o marginal que vai oferecer droga para seu filho ou o ladrão que vai arrebentar o vidro do seu carro para levar seus pertences é fruto da sua omissão a discutir política.

Não corrigi este texto da forma que as idéias vieram, fui escrevendo, portanto pode sim ter alguns erros ou posso ter usado termos populistas e midiáticos aqui, porem retratam bem o que se vive no Brasil hoje (na minha opinião).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência, talvez nunca seja.


Nas proximidades da maior data cívica do Brasil, é de se recordar os idos de 1989 quando as escolas como o Pingo de Gente (hoje casa da saudade) em Juína cobrava de seus alunos posição de sentido e canto caprichado do Hino Nacional, naquela época havia nas escolas uma matéria, chamada Moral e cívica, onde os professores ensinavam aos alunos cantar Hinos como o da Independência, o Nacional e para alguns que quisessem ate mesmo o Hino da Bandeira, os mestres também defendiam coisas como dar lugar ao idoso ou ajudar alguém com sacolas.

Talvez aqueles fossem os bons tempos, onde a professora podia cobrar dos alunos que eles ficassem em posição de sentido, podia lhes pedir que tirassem o boné, que parassem com o chiclete, que se concentrassem por alguns minutos apenas no Hino que era cantado antes da aula, após cantarem o Hino e adentrarem a sala os professores também podiam cobrar dos alunos que aprendessem algo, sem existir a desculpa de uma maneira menos usual de se escrever, que tirasse do aluno o direito de errar.

Desde então surgiram instituições como bullying ou o politicamente correto, bem pode ser que aquela época já existisse porem pela tenra infância ainda não eram apresentados aos alunos, desde então não se da mais ao homem, como primata racional que é, o direito de pensar, não pode o homem ter opinião própria, não são mais independentes os atos do cidadão sobre pena de ter cerceado seu direito a liberdade bem como pena patrimonial caso o homem expresse aquilo que pensa, mesmo que tal ato não seja ofensivo a ninguém.

Pode ser também que aqueles fossem os tempos ruins, pois estando o Brasil vivendo a redemocratização podiam os governantes e até mesmo o povo viver a plenitude da democracia e dos atos, porem desde então viveu o Brasil um divisor de águas, há aquela época recém promulgada Constituição Federal de 1988, Constituição Cidadã, que foi feita ainda com os resquícios da ditadura e que tentou conseguindo de todas as formas trazer direito ao povo, em detrimento de todos os deveres impostos anteriormente.

Em contra-senso, o advento dos direitos individuais trazidos pela Carta Magna, fez com que os intelectuais e cabeças pensantes a época difundissem a idéia de que tudo aquilo que era pregado pela ditadura estava errado, que cantar o Hino Nacional era coisa de milico, que as regras e a disciplina imposta pelos militares eram na verdade repreensão mascaradas, que nos novos tempos viver do ócio era algo aceitável, e que não seria mais tratado como vagabundo, que todo cidadão que optasse por não ter uma profissão seria respeitado como alguém que escolheu uma realidade alternativa aquela que era defendida pela ditadura.

Hoje vive o Brasil uma independência capenga, capenga por não ter de forma plena a independência que outrora lutaram os inconfidentes para que os jovens tivessem, hoje projetos como os que criam terras indígenas, jogam brasileiros índios contra brasileiros não índios, como se fossem inimigos e não compatriotas que lutaram juntos para criar o Brasil que vive os dias atuais.

Não pode dizer que goza de independência plena uma nação onde há ingerências de ONGs, que defendendo apenas o interesse daqueles que as financiam, tentam barrar produção, conseguem que o congresso vote leis e pior ainda que a opinião publica defenda uma idéia que vai prejudicar a todos, com aumento da criminalidade ou dos autos impostos que são pagos por todos, apenas por ser a idéia da moda, até que surja uma nova idéia, com novos financiadores que queiram que o povo defenda outra idéia.

Distorcem totalmente da idéia de independência Governo de um país preferir fazer algo para se promover perante a mídia internacional, que fazer algo para defender a soberania do povo que por ele é governado, de que adianta a independência se os homens do governo e o povo não sabem o que fazer com ela.

Ser independente só é interessante, quando o povo independente se beneficia da independência, quando ela trás benefícios maiores para o povo, independência apenas pelo fato de ser independente é bem mais prejudicial que vantajoso, pois prejudica a todos.

Eugênio Barbosa de Queiroz.

É Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental. Militante no município de Juína – MT. Dicas, sugestão para textos eugeniobq@gmail.com

sábado, 3 de setembro de 2011

Qual a desculpa de hoje?


Não gosto de cemitério, acho um ambiente melancólico e desnecessário, pois sempre que alguém vai lá chora e revive momentos tristes, talvez pelo mesmo motivo sempre defendi e continuo defendendo que coisas como cemitério e velório só servem para você guardar mas imagens daquele que você gosta, pois você ao invés de lembra da ultima cerveja que tomou com seu amigo, ou da ultima trilha de moto que fizeram juntos, do ultimo beijo que deu em alguém, você lembra dele deitado em um caixão ou de uma lapide de pedra fria.


Mas o principal motivo para não gostar de cemitério é que todas as vezes que vou a um fico pensando a quantidade de sonhos que existem enterrados ali, quantas fortunas não foram ganhas, quantos amores que deixaram de ser vividos, quantos abraços não puderam ser dados, quantos perdoes foram cobertos por terra, quantas esperanças pedidos estão ali hoje representadas apenas por um nome e duas datas, nascimento e morte.

Garanto que cada um daqueles corpos que estão ali, caso tivessem a divida de ressuscitar e tivesse um bônus de 36 horas de vida faria todas as coisas que teve vontade, coisas simples e que estavam ao seu alcance, mas a morte não deixou que realizasse, tendo somente 36 horas, nenhuma alma protelaria para o futuro seus sonhos, sabendo o tempo restante ninguém seria covarde inventando uma desculpa ou um motivo para deixar de fazer aquilo que tem vontade.

Quando é para se fazer algo diferente, ou se lançar em uma aventura, seja ela a aventura que for às pessoas tem sempre as frases prontas como “quando eu...” “se eu fosse...” “se minha família...” “no dia que...”, “mas hoje não posso”? você já usou estas desculpas? Se a resposta foi sim, responda agora o porque de não pode? Vai esperar ate quando para deixar de lado a desculpa e fazer? Talvez para ser feliz? Depois que ocupar seu lugar no cemitério ai você terá de fato a desculpa perfeita para não fazer, estar morto,

Coisas como ser astronauta ou andar sobre a água, mesmo ser bombeiro ou bailarina, são projetos difíceis e que não dependem de uma mera decisão, porem de fato você acreditava que não podia beijar aquela pessoa bacana que conheceu na balada só por ser a primeira vez que se viam? De fato isso era um motivo para você não beijar ele ou uma desculpa para não ser feliz.

É normal que se deixe de fazer algo por medo de que o povo comente, por ter “vergonha”, mas é de se questionar, ter vergonha ou receio de que o povo comente o que? Que você é feliz que fez aquilo que gosta ou que experimentou algo pelo simples prazer de saber se é bom?

O homem tem tempo para um trabalho desgastante, que só lhe trás estresse e problemas, mal renumerado e medíocre, porem não tem tempo para levar seu filho em uma praça para brincar. É normal se ter dinheiro para gastar com cerveja, com festa e com coisas inúteis como aquele aparelho de ginástica, todavia, falta dinheiro para montar a fabrica de bola quadrada que mesmo não lhe dando lucro, lhe traria tanta alegraria. Mas espere o que falta mesmo são tempo e dinheiro, mas sim aquilo que falta é vontade de querer fazer, vontade de ser feliz com algo que lhe faça bem, coragem de ocupar o lugar da desculpa, pela emoção ou satisfação de fazer.

Partindo da premissa de que tudo que faz o homem feliz é ilegal, imoral ou engorda, de fato é necessário que se tenha uma desculpa para não fazer qualquer coisa? Ate quando isso, daqui uns dias se morre, e ficam os sonhos, as vontades, os desejos, os beijos não dados e as emoções não vividas, de fato não se pode tomar aquela cerveja com os amigos, ou vinho com o cara (mulher) legal porque “você não bebe”?

É normal toda pessoa acreditar que é superior aos demais, esquecendo que quando um dos demais olha para a pessoa, nada mais vê que outro demais. Todas as pessoas têm família, trabalho, escola, parentes, é conhecida etc., porem alguns usam tudo isso para viverem, fazendo aquilo que lhes da alegria, aquilo que lhes é proposto e outras usam tudo isso como desculpa pronta para não poderem fazer nada.

Este texto não é uma dica para que aquele que tenha vontade de lutar MMA entre em um ringue desafiando um campeão só pela vontade de lutar, mas uma dica para que você aceite aquela proposta indecente de comer brigadeiro com coca-cola na segunda a noite sem culpa com o regime no dia seguinte, um pedido para que as mulheres reflitam sobre os dramas e as desculpas que tiveram para não perder a virgindade e o quanto isso foi simples e normal depois de consumado, para os homens os dramas e desculpas que tiveram para assumir um namorou ou casar e o quanto isso foi simples depois de feito.

Eugênio Barbosa de Queiroz.
É Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental. Militante na cidade de Juína – MT. Dicas, sugestão para textos eugeniobq@gmail.com

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